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segunda-feira, 25 de agosto de 2014

BEIJOCA

BEIJOCA


JOGADOR: Beijoca
NOME: Jorge Augusto Ferreira de Aragão
DATA DE NASCIMENTO: 23 de abril de 1954
LOCAL: Salvador-BA
DATA DE FALECIMENTO: 
LOCAL: 
POSIÇÃO: Centroavante
PERÍODO: 1969 à 1970, 1975 à 1977, 1978, 1979, e 1984
JOGOS:
GOLS: 106 gols
ORIGEM: Divisão de Base do Clube
JOGO DE ESTRÉIA: Santa Cruz-PE 1 X 1 Bahia pelo Campeonato Brasileiro (Torneio Roberto Gomes Pedrosa) em 20/09/1970.
JOGO DE DESPEDIDA:
CLUBES NA CARREIRA: Bahia, São Domingos-AL, Fortaleza-CE, Sport-PE, Flamengo-RJ, Catuense-BA, Vitória-BA, Leônico-BA, Fluminense de Feira-BA, Sergipe-Se. Mogi-Mirim-SP, Londrina-PR, Guará-DF, Gama-DF e Camaçari-BA.

TÍTULOS NO CLUBE

Campeão Baiano de 1970, 1975, 1976, 1977, 1978 e 1979.

OBSERVAÇÃO: Nos 84 anos de história do Esporte Clube Bahia, poucos jogadores simbolizam tão bem o clube como Jorge Augusto Ferreira Aragão, imortalizado para sempre sob a alcunha de “Beijoca”, apelido que ganhou, acredite, por mandar beijinhos nas comemorações dos gols que fazia.

Beijoca passou sete anos no Bahia (69, 70, 75, 76, 77, 78 e 84), quando conquistou seis títulos baianos (70, 75, 76, 77, 78 e 79), marcando 106 gols, o que fazem dele o 11º maior artilheiro do clube em todos os tempos.

Nascido no Pelourinho, o mais baiano dos bairros de Salvador, o atacante se tornou profissional com 16 anos, e foi promovido a equipe principal para atuar em um time que contava com ninguém menos do que José Sanfilippo, argentino ídolo do Bahia e maior artilheiro da história do San Lorenzo da Argentina.

Herói de inúmeros BAVI's, Beijoca adorava sair do estádio no meio do povo, carregado nos braços pela torcida eufórica que descia a ladeira do Otávio Mangabeira em êxtase após os triunfos. Nos anos 70, era em sua homenagem a música mais cantada pelos tricolores antes da bola rolar: “Eu quero ver Beijoca jogando bola, eu quero ver Beijoca bola jogar”.

O rebelde atacante nunca teve a calma costumeira dos baianos, ao contrário, era explosivo, provocador e briguento. Beijoca não tinha jeito e nem juízo, adorava farrear, fugir das concentrações e chegar de madrugada, mas, apesar da vida noturna, retribuía dentro de campo com muita raça, suor, lágrimas, bola na rede e beijinhos.

Com seu jeito aguerrido e a incrível capacidade de fazer gols, o impetuoso atacante deixou em campo marcas que fizeram dele um atacante único, identificado e idolatrado pela nação tricolor. Irreverente, brigão, polêmico, falastrão, controverso e herói. Esse era Beijoca, personagem de histórias que o transformaram em lenda do folclore do futebol.

VÍDEOS:
video
Entrevista de Beijoca para a série 'Bahia dos Sonhos" - Parte 1
video
Entrevista de Beijoca para a série 'Bahia dos Sonhos" - Parte 2

FOTOS:
Beijoca aos 17 anos treinando no Bahia.

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